quarta-feira, 30 de maio de 2012

ALÉM DAS RAZÕES!


Quando digo que CRIATIVIDADE é tudo, até fico espantado.
O mote do seguinte texto que uma professora do ensino médio passou para a minha prima é apenas o que está em negrito. O restante é fruto da imaginação dela. Resolvi publicar porque existe uma riqueza na descrição nos detalhes para continuar o mote, bem como a imaginação para criar todo o texto. O que é bom deve ser compartilhado.

PARABÉNS THAMIRIS !


O telefonema pegou-a de surpresa. Atendeu com impaciência, os olhos presos a um livro que tinha nas mãos, uma historia policial que não conseguia parar de ler. Era bom estar sozinha, lendo um livro de suspense numa noite de ventania. O sábado já estava quase no fim e ela ali, presa àquelas páginas. O som do telefone era uma intromissão, um estorvo. Atendeu a contragosto era aparentemente um homem, um senhor. Manteve silêncio até ouvir o segundo “Alô? ”  então ele disse que era o vizinho, e queria saber se a vizinha poderia fornecer-lhe lenha, porque sua lareira estava sem. 
Alexia não exitou; disse com toda simpatia que possuia lenha e que levaria ao vizinho. 
Enquanto pegava a lenha, ela pensou bem : Como o vizinho sabia seu telefone? Mas isso não destraiu-lhe. 
Minutos depois ja estava batendo na porta da casa número 67. Um senhor de cabelos brancos, porte baixo, aparentemente feliz abriu a porta com um largo sorriso, agradeceu Alexia de modo exagerado, até parecia que ela tinha lhe salvado a vida; convidou-a para um chá com biscoitos, mas ela recusou delicadamente. 
Voltou pra sua casa, sentou na poltrona, pegou o livro, mas algo à incomodava. Lembrou que havia colocado leite para ferver. Correu para a cozinha, quando chegou era tarde, havia derramado pelo fogão, mas isso não foi motivo para mudança de status. Alexia era doce e calma. Limpou o fogão, colocou o leite que ainda havia na leiteira em uma caneca de porcelana branca e a deixou sobre o balcão para esfriar, enquanto ainda limpava o fogão. 
Quando terminou, pegou um pote de açucar dentro do armário em cima do balcão, e achocolatado. Colocou dentro da caneca e mexeu. Voltou para a sala com a intenção de continuar lendo, mas algo estava errado. A janela estava aberta, as cortinas voavam e o vento entrava. Alexia fechou a janela e deu uma olhada a sua volta, pois sentia algo diferente, mas nada parecia ter mudado. Deixou a leitura pra lá e sentou-se ao piano colocando a caneca sob o mesmo. Um grande piano preto com calda; brilhava como novo, apesar de estar a três gerações em sua familia. 
Abriu uma pasta preta, mas Alexia não precisava das notas. Fechou-a e estralou os longos dedos. Começou a tocar uma canção calma, fantasmagórica.
Após algumas  músicas, Alexia sentiu um arrepio e se assustou ao ver sua caneca, ainda com fumaça, se trincar de cima à baixo. Ao observar aquela cena inexplicavel, viu uma sombra passar no corredor, uma sombra baixa, aparentemente de uma criança. 
Haveria uma criança em sua casa? 
Alexia levantou-se e foi atrás daquela sombra e encontrou-a no fim do corredor. Uma menina, de aparentemente 7 anos, cabelos longos de cor preta, tinha olhos azuis e uma pele clara. Mas não parecia uma criança. Não que ela tivesse aparência de não ser uma criança, mas de não ser humana. Sua pele era clara demais, tão clara como se não houvesse sangue em seu corpo, tão branca que Alexia poderia jurar ver através dela. 
Era uma alma. 
Ao olhá-la Alexia não sabia o que fazer, porém, medo ela não sentiu. Se sentiu péssima, pois aquela garotinha chorava, as lágrimas escorriam em seu rosto e Alexia não podia fazer nada, sentia uma dor no peito, sentia sua garganta raspar, queria perguntar o que estava acontecendo, mas aquela situação era demais para que ela conseguisse se expressar. 
Tudo passou pela sua cabeça naquele momento, mas o que ela sentiu em seu coração foi mais forte. Ela sentiu que precisava ajudá-la, afinal, aquela menina não estaria ali apenas por estar. Como nos filmes, Alexia sabia que o que ela tinha que fazer era libertar o espirito da pequena, como se ele estivesse preso aquela casa por algum motivo, o qual Alexia tinha que descobrir. 
Ela olhou para a pequena, com um olhar que transparecia muitas perguntas, mas a criança sabia como responder Alexia. Apenas levantou o braço em um ângulo de 90 graus com seu corpo, esticou o dedo indicador e apontou-o para a parede. Então Alexia não se importou, pegou um abajur de canto, virou-o e começou a bate-lo na parede até que ela quebrasse. 
Ao olhar no quebrado, Alexia encontrou um bilhete, com uma letra cursiva, delicadamente cravada no papel ja amarelo pelo tempo. Alexia o leu em sussurros
” Querida Jhenny, 
Mamãe sente muito pelo que lhe causou, por toda a dor, então por isso deixo-lhe viver, sei que seu pai cuida-rá de ti com mais amor que eu. Deixo te um presente, uma boneca, mandei fazê-la com seu cabelo, lembra que fiz você cortar contra sua vontade? Peço lhe desculpa por isso, então ela tem seu cabelo. 
Mamãe te ama muito querida.”
Ao terminar de ler, Alexia manteve os olhos fixo na carta, então alguns segundos depois olhou a pequena Jhenny, como se pedisse a ela mais uma pista de onde estaria a boneca. 
A menina novamente apontou para o local, mas desta vez para o chão. O pizo era de madeira, e Alexia o quebrou, e encontrou uma boneca, delicada, linda como a menina. Foi até a cozinha, pegou o álcool e um esqueiro prata, de metal, com uma serpente em alto relevo. Foi até o fundo do quintal, colocou a boneca no chão, olhou mais uma vez para Jhenny, despejou alcool na boneca e acendeu o esqueiro. Jhenny olhava para Alexia com agradecimento no olhar. Alexia colocou chamas na boneca e viu aos poucos a menina desaparecer, com aqueles olhos brilhantes. “Que vida, uma mãe suicida.” pensou Alexia, sem saber realmente toda a verdade. Aquilo não parecia assustá-la nem um pouco, então ela voltou para dentro, sentou-se ao piano e tocou durante horas suas musicas preferidas, sentindo-se satisfeita. 

~Thamiris. 14 anos - 8ª Série/ 9º ano

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A IMPORTÂNCIA DO "NÃO SEI"

Quando achei que o não sei era algo negativo, ou que eu precisava ter a resposta para tudo em um momento de discussão sobre o que realmente eu queria para o meu futuro, uma professora de graduação notou esse desespero e me deu este texto para que eu pudesse refletir. Será que me ajudou? NÃO SEI! rs 




Se você ainda não sabe qual é a sua verdadeira vocação, imagine a seguinte cena: Você está olhando pela janela. Não há nada de especial no céu, somente algumas nuvens aqui e ali... Aí chega alguém que também não tem nada para fazer e pergunta: Será que vai chover hoje??? Se você responder "com certeza" ... a sua área é Vendas. O pessoal de Vendas é o único que sempre tem certeza de tudo; Se a resposta for "sei lá", estou pensando em outra coisa ... então a sua área é Marketing. O pessoal de Marketing está sempre pensando no que os outros não estão pensando; Se você responder "sim, há uma boa probabilidade de chover" ... você é da área de Engenharia. O pessoal da Engenharia está sempre disposto a transformar o universo em números; Se a resposta for "depende" ... você nasceu para Recursos Humanos. É uma área em que qualquer fato sempre estará na dependência de outros fatos; Se você responder "ah, a meteorologia disse que não" ... você é da área de Contabilidade . O pessoal da Contabilidade sempre confia mais nos dados no que nos próprios olhos; Se a resposta for "sei lá, mas por via das dúvidas eu trouxe um guarda-chuva" ... seu lugar é na área Financeira. Eles devem estar sempre bem preparados para qualquer virada do tempo; Agora, se você responder "não sei", há uma boa chance de que você tenha uma carreira de sucesso e acabe chegando à diretoria da empresa. De cada 100 pessoas, só uma tem a coragem de responder "não sei" quando não sabe. Os outros 99 sempre acham que precisam ter uma resposta pronta, seja ela qual for, para qualquer situação. "Não sei" é sempre uma resposta que economiza o tempo de todo mundo, e predispõe os envolvidos a conseguir dados mais concretos antes de tomar uma decisão. Parece simples, mas responder "não sei" é uma das coisas mais difíceis de se aprender na vida corporativa. Por quê? ... 
Eu sinceramente "não sei". 

 (MAX GEHRINGER)