quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

SEMPRE ESPERA



Sempre espera, ainda que não acredite mais em contos de fadas;
Mente pra si, voraz e eficaz aos anseios que o ego necessita.

O toque no olhar evidencia sua face rubra que enseja o encontro que me supria ontem, e faz o próximo calendário prover um alimento pequeno de necessidade a participação do seu ser.
A cada segundo em que as engrenagens do capitalismo insano que vos consome, consome meus átrios ao desejo da presença, já que a ausência remete a nostálgica visão que percorre a cada amanhecer.

Sempre espera, ainda que não acredite mais em contos de fadas;
Mente pra si, voraz e eficaz aos anseios que o ego necessita.

São léguas de vontade, as mesmas de distância nesse intermeio que corre a esperança e a incerteza de que esses meios se encontrarão. Se encontrarão?
Foram os segundos de uma noite em turbilhão, em ensurdecedora sonora que despia todo o momento em que pintava a pinceladas leve, cada reflexo de luz que sombreava o sorriso, os olhos, os detalhes que emanava a um retrato de lembranças.

Sempre espera, ainda que não acredite mais em contos de fadas;
Mente pra si, voraz e eficaz aos anseios que o ego necessita.

Espera pra si, que perdure todo instante enquanto houver cumplicidade;
Ainda que desacredite o ápice que resgata vontades e desejos;
Mente pra si, de medo do enaltecer dos dias divididos, não hesite!
Permeie a voracidade de ambas as vontades ao fim incerto.

BY COHEN 11-12-2012

Texto solicitado durante uma conversa.